sábado, 28 de janeiro de 2012

Abobrinha Recheada

E aí, moçadinha? Tudo bem? Com essa, me lembrei do meu professor de matemática da oitava série nos longínquos anos 90, sr. Wilson, que toda aula nos cumprimentava desse jeito... Além de ter me apelidado de "rainha dos atalhos", porque eu queria fazer as contas do jeito mais simplificado que eu pudesse, fazendo de cabeça mesmo tudo que fosse possível e descrevendo minimamente o raciocínio - e ele pirava, achando às vezes que eu estava colando! Pensando bem, acho que sempre tive uma tendência meio prática, de fazer as coisas mais instintivamente, porque assim como eu simplificava as contas na matemática, hoje eu tento ser bem desenrolada cozinhando!
Devo confessar, também, que tenho um vício: sou louca por abóboras, todas elas, verdinhas ou laranjas, arredondadas ou mais compridinhas... AMO! E o prato do dia é uma delicinha saudável, anota aí:

  • 2 abobrinhas (menina ou essa redondinha aí da foto, com a maior cara de abacate!) 
  • 500g de carne moída
  • 1/2 cebola picada
  • 2 dentes de alho picadinhos
  • 1/2 tomate picado
  • sal, pimenta, temperos verdes
  • queijo provolone ou parmesão para gratinar 
Modo de preparo: com uma colher, remova o miolo da abobrinha ainda crua, como aparece na foto aí em cima; se a abobrinha for daquelas mais compridinhas, tipo menina, corte uma tampinha em uma das extremidades e, delicadamente, vai cavando um túnel para acomodar o recheio.   Dê uma aferventada nas abobrinhas em água, testando com um garfo quando elas estiverem macias. Antigamente, eu fazia o recheio com arroz misturado à carne crua, cozinhando todos os ingredientes ao mesmo tempo, mas depois que fiz desse jeito, sem arroz e com a carne refogada primeiro, elegi esta maneira a minha preferida. Bom, refogue a carne normalmente, fritando alho e cebola em azeite primeiro, depois a carne, por fim o tomate picado e os temperos. Recheie as abobrinhas com a carne, cubra com  o queijo e leve para gratinar ao forno por 15 minutos, em uma forma com azeite ou com uma caminha de molho de tomate. 

Esta mesma receita pode ser tomada como base para rechear pimentão, por exemplo, mas ao invés de aferventá-lo em água, leve-o ao microondas em um saco plástico por uns 4 a 5 minutos para deixá-lo cozidinho; outra dica, o pimentão verde costuma ser o mais forte, indigesto e, por isso, acho que tem um alto índice de rejeição - conheço um monte de gente que faz careta para pimentão - enquanto que o amarelo e o vermelho são saborosos na medida certa. Testa aí, garanto que FICOU BEM BOM! ;)

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Lasagna da Mama!

Ola, que tal? Recém chegada das tão esperadas férias na terrinha dos hermanos, cá estou eu, tentando colocar o máximo de pendências em ordem: desfazer malas, dar uma geral no ap, fazer mercado, check up anual de médico, voltar a ler e-mails, voltar pra academia, retornar ao trabalho, atualizar o blog... Só não dei banho no cachorro porque ele está de férias na casa da "vovó" ainda! Sabe, por mais que seja ótimo passear e comer de um tudo por aí (aguardem post especial), não víamos a hora - eu e marido - de voltarmos pro ninho e comer em casa... Devidamente saciados do bom e velho feijão com arroz, o prato de hoje foi nosso almoço de domingo e que, na verdade, é um clássico de almoços de domingo: lasagna!
  Só para informação geral, a "mama" anunciada no título soy yo! Sempre que eu faço essa receita, sirvo como prato único, apenas com uma imensa salada de folhas... Mais que suficiente! Minha lasagna é de molho misto (branco e vermelho) e queijo e presunto, só. Garanto que, com capricho e toques pessoais fica bem bom. Anota aí a receita para dois comerem bem:

Ingredientes básicos

  • meia caixinha de massa para lasagna (eu uso a massa seca, que vai direto ao forno, sem precisar cozinhar em água)
  • 9 fatias de presunto
  • 12 fatias de queijo mussarela
  • 3 fatias de queijo provolone (toque pessoal opcional)
MOLHO VERMELHO
  • meia cebola picada
  • 2 dentes de alho amassados
  • sal e pimentinha
  • 1 lata de tomate pelado (depois que experimentei este tipo de molho, nunca mais quis comprar nenhum outro)
  • cheiro verde a gosto
Use um fiozinho de azeite para fritar o alho e refogar a cebola, coloque a lata de tomates, amassando-os com uma colher direto na panela (ou se você acha que é meio estabanada (o), coisa e tal, e pode sujar o fogão inteiro desse jeito - e ninguém merece - amasse com um garfinho em um prato antes de levar à panela). Tempere com sal e pimenta e pode colocar um pouquinho de água (coisa de meio copo) para deixá-lo menos espesso. Isso é importante porque o molho "molhado" é que vai cozinhar a massa que vai seca ao forno, entendeu? Ah! Se nessa hora do preparo você tiver um vinho tinto seco, seja bem feliz e alegre bebericando-o ou guardadinho na geladeira, pode colocar um pouquinho no lugar da água que fica legal. Deixar o molho ferver por uns 10 minutos é o suficiente; cheiro verde por último, só na hora que desligar o fogo.

MOLHO BRANCO
  • 1 colher (sopa) cheia de margarina ou manteiga
  • meia cebola picada
  • 2 dentes de alho amassados
  • 1 colher (sopa) de amido de milho - Maizena
  • 2 copos de leite
  • sal e noz moscada ou cominho
  • 1 colherada de requeijão, se ele estiver lá, dando sopa...
Frite o alho e a cebola na manteiga, dissolva a Maizena no leite antes de levá-los ao fogo - caso contrário seu molho vai empelotar - e adicione essa mistura à panela com o refogado. Colocar o sal e o temperinho  escolhido para o toque pessoal. Mexer sempre, até virar um mingauzinho. Requeijão opcional no final.

MONTAGEM DO PRATO

De preferência, use um pirex de vidro para montar a lasagna - a forma de alumínio tem um fundo mais fino e, portanto, é mais fácil de queimar embaixo. Comece colocando uma camada de molho vermelho, seguido de uma camada de massa, molho branco, 3 fatias de presunto e 4 de mussarela; repetir a sequência, formando 3 camadas. Deixe o provolone de fora por enquanto, cubra com papel alumínio e leve ao forno por uns 40 minutos, dependendo da potência do forno (o meu está bem mais ou menos, pra falar a verdade). Tire o papel, cubra com o provolone e volte ao forno mais uns 20 minutos, para gratinar. Beeeeeeeee bom! ;)

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Galinhada

E aí?! Como foram de Reveillon? Rolou ceia? Ou festa? Teve bom? Então tá, um ano novo bem bom para todos!!!
Sabe, se tem uma coisa que eu realmente não gosto é de desperdício... Seja lá do que for. E procuro não desperdiçar nada aqui em casa. Não é questão de ser "pão dura" ou "canguinha", como diz um amigo meu, é o caso de ser inteligente! Não gosto de ver por aí, por exemplo, pessoas varrendo calçada com água! Putz, mangueira não é vassoura! Já vi isso acontecendo até sob pedido de racionamento na cidade... Ei povo... Jogar comida fora é, para mim, outro desaforo meio irracional, afinal se você pagou por aquilo, é literalmente rasgar dinheiro! Criatividade na cozinha faz milagre, acredite! E meu marido até tirou um sarrinho da minha cara esses dias falando que eu sou o MacGyver da cozinha: me dá uma faca e dois legumes que eu resolvo tudo!
A receita de hoje é para propor um reaproveitamento interessante de frango assado, porque simplesmente requentar coisas também, ninguém merece, raramente fica bom. Quantas vezes compramos um frango assado e acaba sobrando quase metade? Aqui em casa acontece com frequência, daí tenho algumas soluções: ou vira torta, ou recheio de panqueca ou galinhada! É simples, rápido e rende bem. Anota aí:

 Galinhada
  • 1 cebola picada em cubos
  • 3 dentes de alho amassados
  • 2 xícaras de arroz
  • 2 batatas descascadas, cortadas em fatias médias
  • 1 lata de milho verde 
  • 10 azeitonas picadas (ou pode por inteira mesmo, com caroço e tudo)
  • retalhos de frango cortados grossamente 
  • 1 tomate picadinho
  • 2 cubos de caldo de galinha caipira 
  • pitada de sal, uma pimentinha dedo de moça fresca picada, cheiro-verde e manjericão a gosto
Refogue a cebola e o alho em azeite, coloque o arroz (nem precisa lavar) e mexa, refogando normalmente; coloque a batata, o milho, as azeitonas, o tomate e o frango. Sugeri que se coloque em pedaços grossamente cortados, mais graúdos, mas se preferir pode usá-lo desfiado também, mas daí fica com mais cara de risoto. Deixe dar uma bela refogada, vai mexendo e pode colocar o caldo de galinha esfarelado - sugeri o "galinha caipira" porque é mais vermelhinho, conferindo uma corzinha bacana ao prato, mas pode ser o outro normal e a galinhada vai ficar menos corada. Coloque 4 xícaras de água quente, experimente para corrigir o sal, se precisar, e pode colocar a pimenta. O cozimento deve ser em fogo médio, para não queimar o fundo e com a panela semi-tampada, para que a batata cozinhe direitinho. Ao final, coloque as ervinhas e eu finalizei com cubinhos de presunto e queijo, mas é opcional - estava lá dando sopa!
Viu só? Na cozinha, tudo se transforma, basta um tiquinho de imaginação! Outra coisa: nada impede de usar frango normal, sem ser sobra, pode ser filé cortado em cubos ou uma bandejinha de frango à passarinho que já vem até temperado, mas daí precisa deixar fritar bem antes de colocar todos os outros ingredientes, fica bem bom também! 

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Tender ao Molho de Damasco (agridoce delícia!)

Oi gente! Como passaram de Natal? E a ceia? Teve bom? Usaram alguma das dicas de antes, tipo o bombom aberto ou os cookies? O que eu sei é que, nessa época, a tendência é pro "meio muito", pelo menos pra mim... Meio muito comer, meio muito beber, meio muito gastar, meio muito dormir... Completamente fora do prumo! Mas faz parte, depois a gente corre atrás! 
Passei o Natal com minha família do Paraná, porque tenho a família (da mãe) que mora no Espírito Santo também; a família daqui sempre manteve a tradição de fazer ceia na noite de Natal, e a de lá, muitas vezes, opta por fazer um belo almoço no dia de Natal, com o maravilhoso carneiro da vó Maria, que primeiro é ensopado e depois vai ao forno... hum... Lembro-me de que, ainda pequena, tinha a curiosidade e a vontade de ajudar nos preparativos, mas nem sempre criança super ajuda, mais atrapalha... Daí era tia dando espanta sobrinho pra todo lado, e eu dava um rolê, disfarçava e acabava voltando ao redor da pia, do fogão e da mesa! Sobrava pra mim, no máximo, colocar a mesa ou encher bexigas para decoração... Mas eu sou brasileira, não desisti nunca e cá estou, como protagonista deste momento tão especialmente familiar, fazendo questão de contribuir com alguma coisa do meu jeito!
Dessa vez eu fiz o bombom de morango e o tender, e ambos ficaram bem bom (graças!!) 
A receita de hoje ainda dá tempo de ser preparada para a ceia de Reveillon, para quem vai passar em casa com amigos ou família. Fácil, rápido e bacana, contribua com um Tender Especial ao Molho de Damasco que é sucesso! 

 Você vai precisar de: 
  • 01 tender (aquele "presunto bolinha")
  • 01 pacote de 200g de damasco seco
  • 01 xícara de água
  • 02 xícaras de vinho branco seco
  • 01 xícara de açúcar
  • 1/2 pimenta dedo de moça
  • 01 colher (chá) de margarina
  • sal
  • um punhadinho de alecrim (opcional)
Com uma faca, faça pequenos losangos ou quadradinhos na superfície do tender, levemente, (não é para fatiar ou retalhar, por favor!). Depois o tender deve ser embrulhado em papel alumínio e ir ao forno quente por 40 minutos aproximadamente. Enquanto isso, deixe o damasco de molho na xícara de água para dar uma hidratada por 15 minutos. Leve ao fogo o damasco, a água e o açúcar para aferventar por 15 minutos, mexendo de vez em quando, até que o fruto esteja bem amolecido. Bata no liquidificador todos os ingredientes do molho e volte ao fogo para encorpar um pouco. Retire o tender do forno, desembrulhe do alumínio e pincele um pouco do molho, deixando no forno por mais uns 15 minutos para dourar. Sirva decorado como você preferir; como estava bem picantezinho, preferi não cobrí-lo todo com o molho porque sempre tem quem não goste muito de pimenta, então fiz uma caminha de molho e deixei uma molheira à parte para quem quisesse um toque extra de sabor. Já disse que FICOU BEM BOM hoje? Boa última semana ;)




segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Cookies!!

Oi gente! Vou contar uma coisa para vocês: quando a gente passa bastante tempo com uma pessoa (que a gente ama e adora passar todo tempo do mundo) a gente passa a se conhecer tão intimamente que existem certas "piadas internas" ou "lendas domésticas" que só o casal entende... Lá em casa, por exemplo, uma lenda doméstica é a lista de compras do mercado. TODAS as vezes que eu pergunto: "amor, vou ao mercado, você quer que eu traga alguma coisa?" A resposta? Eu já sei de cor: "traz pilha, lâmpada, baconzitos e chocookie!" Meu deus! Onde se escondem todos esses aparelhos eletrônicos que precisam tanto de pilha? Por acaso existe um "universo paralelo" para pilhas? Ou tá viciado, tipo Rafael Pilha? Ou por que tanto medo de ficar sem luz? E baconzitos e chocookie, não é coisa de moleque? E a gente ri! Quero deixar claro aqui que NÃO estou fazendo uma crítica, NÃO estou cansada de ouvir isso, é apenas relato de um "folclore" que rola lá na intimidade do nosso lar, a lista de compras!
Por isso mesmo, pela encomenda frequente, quando vi a receita de cookie não resisti: o post de hoje é desse quitutezinho que originalmente faz parte da cultura americana e que agrada a muitos around the world! É fato que, quando estava nos Estados Unidos durante meu intercâmbio, sempre que almoçávamos nos Rotary Clubs ou em restaurantes,  tínhamos a seguir cookies ou cheese cakes nos convidando para uma última mordida... A bebida do almoço, normalmente, era água com muito muito gelo ou chá com muito muito gelo, sem açúcar. Outra curiosidade:  no café da manhã, leite gelado puro - eu era praticamente um E.T. pedindo "Nescau" e colocando o leite no microondas! Mas vamos voltar aos cookies...
Dizem que esta é a receita original americana, mas devo ser franca em informar que quem me passou a receita não foi uma de minhas amigas de lá, mas sim uma nipo-brasileira daqui! E, sendo ainda mais franca, não tive tempo de testar  porque peguei na sexta-feira passada e pretendo fazer na sexta que vem, passando um laço de fita em volta de cada um para compor parte da ceia de Natal! A foto que eu coloquei é deste site, mas a receita não, apesar de bem semelhantes! 

Cookies

1 barra de 100g de manteiga sem sal
2 ovos
1 xicara de açúcar mascavo
1 xicara de açúcar cristal
3 xícaras de farinha de trigo
1 colher (chá) de baunilha
1 colher (chá) de sal
1 colher (chá) de bicarbonato de sódio
2 barras de chocolate meio amargo picadas

Bata a manteiga com os ovos e a baunilha, acrescente o açúcar (os dois) e a farinha. Por último, colocar o sal e o bicarbonato e os "bloquinhos" de chocolate; coloque em forma untada em colheradas e asse em forno pré aquecido.
E daí? Vamos testar? Pela cara, FICOU BEM BOM, mas prometo retomar comentários depois! Boa semana a todos!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Macarrão Parisiense

Hi people! How are you? Good? Tenho trabalhado bastante esses dias, já que ainda são muitas as pessoas que deixam tudo para o último mês, para as últimas semanas do ano, querendo soluções instantâneas para problemas antiquíssimos... Isso inclui reforma e pintura de casa e tratamentos de saúde! Sim, todos querem tratamento pronto até o Natal! Seja no dermatologista ou no dentista, o resultado é para agora! E dá-lhe ralar, mas ok, eu sei que dou conta como sempre! Em tempo: definitivamente, não sou desse time dos imediatistas... 
E aí, quanto mais a gente trabalha fora, mais praticidade a gente quer em casa, certo? Nessas horas, uma massinha ou pasta, como dizem meus parentes italianos é a melhor pedida! 

A receitinha do dia eu e meu amado Jayme Ayres experimentamos a primeira vez no Vilão, um bar tradicionalíssimo aqui  de Londrina, fundado em 1978 e que a gente adora! Escrevendo este post, fiquei curiosa em saber a origem deste prato, se tem alguma relação real com Paris ou é simplesmente, um nome de batismo, por assim dizer, no melhor estilo "arroz à grega" ou "frango à espanhola" etc. Não consegui encontrar uma explicação para o nome do prato, enfim, mas nem por isso ele é menos gostosinho! Quer ver que tranquilo de fazer? Não demora meia hora e essa porção é para 2!

Macarrão Parisiense:
  • meio pacote de macarrão (para esta receita, prefiro macarrão tipo "picado", esses de formato pequeno; usei o Farfalle, também conhecido como gravatinha, mas poderia ser Penne ou Fusilli - Neste site você pode conhecer um pouco mais sobre a história do macarrão, os diferentes formatos e seus nomes).
  • meia cebola picada
  • 2 dentes de alho picados ou amassados
  • 1 colher (sopa) de margarina
  • 1 colher (sopa) de maisena
  • 500 ml de leite
  • 1 xícara de ervilhas frescas (adoro as congeladas, odeio em lata)
  • 300 g de presunto picado (mais ou menos 2 xícaras)
  • meia caixinha de creme de leite ou requeijão
  • sal e pimenta a gosto (usei a pimenta calabresa)
  • cheiro verde e manjericão
  • toque pessoal: aspargos frescos grelhados, porque sou fresca que só...
O macarrão vai ser cozido em água fervente com uma colherzinha de sal e um fio de óleo, como sempre, conforme toda embalagem orienta. Coloque a margarina em uma panela e nela refogue alho e cebola. Dissolva a maisena no leite, adicione ao refogadinho na manteiga e é hora de temperar com sal (mas eu sou sincera em dizer que normalmente não meço, talvez meia colher de chá seja suficiente). Mexa sempre para que o molho branco engrosse sem empelotar e, quando tomar uma certa consistência, pode colocar o presunto em cubinhos e a ervilha, esperando apenas o tempo necessário para que aqueçam. Por fim, acrescente o creme de leite, a pimenta e o cheiro verde e sirva imediatamente, porque caso contrário a tendência é que a massa forme um monobloco! Enjoy it! FICOU BEM BOM!!!


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Escondidinho na Cebola

          
Olá pessoas! E aí? Aceleradíssimos para as festas de fim de ano? Loucos para virar o ano e (desculpem o pessimismo típico da Funérea da MTV!) não mudarem nada? Pois é, na verdade eu penso mais como sequência do que como recomeço, mas ainda assim espero “dias melhores pra sempre...”, como já disse a canção.  Hoje trago para vocês uma receita meio polêmica, digamos, porque certamente o ingrediente que traz o quê da coisa – o cebolão – não é unanimidade: conheço um monte de gente que torce o nariz para a cebola e chega a separar cada pedacinho que houver num arroz, por exemplo. Mas para aqueles que abraçam a causa e topam uma experiência nova, este prato é o crème de la crème da gostosurra! É trabalhoso para preparar, indico para aqueles dias de inspiração mesmo! Curiosos para saberem o que, afinal, se esconde na cebola? Tem um prato que conheci há alguns anos, e especialmente quem é freguês da Água Doce Cachaçaria deve conhecer também, que se chama Escondidinho. Em resumo, é um purê de mandioca com carne seca. Junte a essa base  uma colherada de catupiry e monte um original Escondidinho na Cebola! Querem ver como? Lá vai:
  • 6 cebolas grandes, mas grandes mesmo!
  • Com uma faca de ponta afiada e o auxílio de uma colher, cave as cebolas retirando o "miolo", formando "cumbuquinhas", potinhos de cebola. Você já reparou que a cebola é composta por camadas? Então, deixe apenas 2 ou 3 camadas da cebola compondo essa cumbuquinha. Coloque os potinhos de cebola num saco plástico e leve para o microondas para cozinhar por 6 a 8 minutos (ou coloque-os numa panela para cozinhar no vapor por 15 minutos). O objetivo é deixá-las bem macias e pré-cozidas para que não fiquem ardidas no final. Reserve.

  • Purê de mandioca:
          500g de mandioca bem cozida                                      
          meio vidro de leite de coco
          1 colher de sopa de margarina
          pitadinha de sal (acho que 1 colherinha de café)
        água do cozimento da mandioca (se precisar para deixar o purê mais cremoso)
  • A mandioca deve ser cozida na panela de pressão por aproximadamente 20 ou até 30 minutos, depois que começar o barulhinho do chiado. Escorra a água e passe a mandioca (pode ser ainda quente) em um espremedor ou amasse com um garfo em uma bacia. Acrescente os demais ingredientes do purê e forme uma massinha bem cremosa – eu não me preocupo se pequenos pedacinhos de mandioca estiverem presentes no meu creme, mas se fizer questão, amasse muito bem até ficar mais homogêneo. Reserve também. 

    Recheio de carne seca:                                                  

         500 g de carne seca dessalgada
        Cebola picadinha (pode aproveitar aquele miolinho que você cavou)
        02 dentes de alho
         Pimenta fresca picada ou um molhinho
         Cheiro verde
        6 azeitonas picadas ou meia xícara de pimentão picadinho (ambos opcionais)

              Para dessalgar a carne seca, é necessário deixar de molho e ir trocando a água, de preferência de véspera (igual no risoto de bacalhau). Depois, cozinhe na panela de pressão com água por mais ou menos 30 minutos, pode cozinhar direto sem se preocupar em limpar ou cortar a carne antes, porque depois de cozida se torna muito mais fácil - a carne vai ser desfiada com a mão mesmo ou com o auxílio de um garfo. Feito todo esse processo (com a carne já escorrida e desfiada), doure o alho, refogue a cebola picada e coloque a carne os temperinhos (não é necessário sal!). Lembre-se de reservar um pouquinho desse recheio para decorar sua cebola. Agora é a hora da montagem do prato.

         Pegue as cebolas pré-cozidas e arrume em uma forma. Coloque uma camada de creme de mandioca, uma de carne, mais creminho, uma porção generosa de requeijão culinário (ou catupiry), fiapinhos de carne seca, um pouquinho de queijo parmesão ralado e leve ao forno aquecido para gratinar; demora cerca de 20 minutos, mas depende do seu forno. E quando essa delicinha sai do forno...  É ou não é o crème de la crème?


              Fala sério, a "cara" diz tudo... Como eu já havia dito, dá um pouco mais de trabalho, é necessário um certo planejamento por causa da carne para dessalgar, precisa de 2 panelas de pressão ou tempo disponível para cozinhar carne e mandioca separadamente... Mas no final, FICOU BEM BOM!! E se alguém se atrever a fazer, queria muuuuito ver a foto, manda aê! Abraço, até!!
    ps: desculpem, mas às vezes não consigo configurar o texto como eu gostaria aqui no blog e sai meio "manco"... mas tá aí!