terça-feira, 8 de maio de 2012

Fast Food Caseiro!

Olá, tudo joia? "Tudo joia"... Isso sim é uma típica gíria idosa! Assim como "chuchu beleza" e "numa nice"! Sabe, a gente que gosta de cozinhar comida de verdade às vezes é visto como sendo das antigas, que cultiva hábitos ou costumes meio retrógrados, como se cozinhar fosse coisa de vovó, assim como bordar ou costurar -  e eu gosto disso tudo. Ou cozinhar de verdade, na visão contemporânea da coisa, seria para cheff... Talvez eu tenha nascido na época errada mesmo ou talvez estejam errados aqueles que não se interessam por nada,   limitando-se apenas a fofocar compulsivamente em redes sociais... Coisa que eu faço, também! Mas mesmo cozinhando de verdade, não custa nada dar uma aliviada de vez em quando e se aproveitar de algumas praticidades disponíveis no mercado, que nem por isso, fazem com que seu prato saia perdendo em qualidade ou sabor; preciso ressaltar que não sou nutricionista e (apesar de ter minha irmã em casa que é!) não me apeguei a detalhes como teor de sódio e etc, sempre presente em altas quantidades em pratos industrializados, mas enfim... Trouxe em um só post dois exemplos de produtos essenciais na minha cozinha: um é o molho agridoce Uncle Bens - Massterfood e outro são as pecinhas de carne de porco temperadas - como a costelinha ou a picanha. Com um desses no armário e outro no congelador, uma bela refeição pode sair em minutos! Quer ver?







Neste caso, eu passei a costelinha já "destrinchada" em pedaços numa frigideira aquecida por alguns minutos, colocando um pouquinho de água quando começou a colar e esperando secar novamente, repetindo o processo por algumas vezes (umas três ou quatro); assim, teremos uma carne bem passada, douradinha e suculenta. Depois disso feito, refoguei uma cebola em tirinhas na manteiga e aqueci o molho agridoce por alguns minutinhos, servindo apenas com uma bela salada mista de legumes cozidos e algumas folhas verdes fresquinhas e crocantes... delícia!



Nesse outro caso, usei a pecinha de picanha de porco, cortada em cubinhos e fritinha numa panela quente. Da mesma forma, pode colocar um pouquinho de água de vez em quando para que a carne frite por fora e fique cozidinha por dentro. Quando já estava no ponto, coloquei tirinhas de cebola roxa e uns cubinhos de pimentão amarelo para refogar um pouquinho e o molhinho direto sobre a carne para aquecer. Servi com arroz ao curry e uma saladona de cubos de batatas e cenouras cozidas, azeitona preta e cheiro verde, temperada com maionese. Prático e beeeem bom! 

Obs: I'm sorry, tentei arrumar 50 vezes o layout, mas não rolou: a foto teima em ficar meio deslocada... Mas ok, não é esta minha especialidade mesmo : p






segunda-feira, 16 de abril de 2012

Sopa Decente!



Sopa Decente!
Olá, tudo bem? Neste momento estou “em trânsito”, no aeroporto Tom Jobim, Rio, voltando do casamento de um casal de amigos em Juiz de Fora, MG. São 3:15 da manhã, nosso voo é às 5... Faz um friozinho gostoso, não sei ao certo se natural ou ar condicionado, mas dois pães de queijo depois, fiquei pensando mesmo em uma sopa, daquelas bem saborosas, suculentas e que trazem uma certa sensação de aconchego, à medida que te aquece de dentro pra fora enquanto você toma... Sem modéstia, adoro minha sopa e sei que não é em qualquer lugar que a gente encontra uma sopa decente, que seja algo mais do que comida de doente. Pensando nisso, comecei a escrever este post para dar a dica de como fazer uma sopa bacana, já que a tendência agora é que os dias sejam mais fresquinhos, pelo menos aqui no Sul e Sudeste, e propícios para este tipo de prato.

Na verdade, na verdade, a sopa aqui em casa é meio assim: deixa eu ver o que tem na geladeira... Tendo umas 5 variedades de legumes, já rola. Você pode fazer uma infinidade de combinações, partindo mais ou menos daqui: primeiro, alho, cebola e tomate daria uma base, em seguida, escolha um carboidrato como batata, mandioquinha salsa, inhame, batata doce ou abóbora; depois um legume mais “neutro” (minha irmã nutricionista que me perdoe, mas não sei classificar direito não!) como chuchu, abobrinha, vagem. Por fim, enriqueça sua sopa com uma folha, como couve, espinafre ou mesmo talo de brócolis. Coloco também uma carne, macarrão e, se tiver em casa, milho verde fresco, com espiga e tudo. O grande segredo: dar gosto nisso tudo. 
Para isso... leia a receita abaixo que foi dessa sopa aí  :P

  • 100g de carne bovina picada – qualquer uma, pode ser um bifinho de patinho ou coxão mole mesmo ou músculo, mas este último precisa ser pré-cozido, senão fica duro
  • 1 cebola cortada em 4 pedaços – não se preocupe, ela derrete
  • 2 dentes de alho
  • 1 cenoura grande em rodelas e ao meio
  • 1 batata grande em rodelas e ao meio
  • 1 abobrinha em rodelas mais largas e ao meio
  • Talos de couve picados
  • 1 tomate em cubinhos
  • 2 espigas de milho cortadas em rodelas grandes
  • Cheiro verde a gosto.
  • 1 punhado de macarrão - usei cerca de 100 gramas apenas 
  • 1 pacote de sopa (ou creme) de cebola para temperar – a-há!
Como fazer: em uma panela de pressão, refogar alho e cebola, dourar a carne; colocar os legumes em uma sequência, pensando o que seria mais demorado para cozinhar para dar uma refogada também: milho, batata, cenoura, abobrinha, talos, tomate. Cobrir os legumes com água, observando se a quantidade é o suficiente para que sobre aproximadamente uns dois a três dedos de água acima dos legumes (entendeu? : / ). Coloque a sopa de cebola, o macarrão e tampe a panela. Depois que começar a ferver e a panela fizer barulho, apenas uns 10 a 15 minutos são suficientes para dar o ponto certo. Desligue o fogo e espere a panela “se acalmar”. Cheiro verde por último, sempre na hora de servir, experimente se precisa de mais um tiquinho de sal. Hum... queria um prato agora... Selo de garantia “ficoubembom”! 


segunda-feira, 2 de abril de 2012

Feijoada Francesa: Cassoulet!

E aí, gente! Bem? Conhecem Cassoulet? Na verdade, o nome da postagem de hoje já dá a dica, né? Cassoulet é uma feijoada de feijão branco, aquele graúdo, mais comumente utilizado em saladas. Pelo que eu pude apurar nas minhas pesquisas, posso afirmar que é um prato de origem francesa, à base de feijão e carnes, que na sua versão mais nobre inclui peito de pato, perdiz, carneiro, porco e linguiças. O cozimento era feito lentamente em uma caçarola de barro, daí o nome Cassoulet. Mas hoje em dia, nesse nosso mundo contemporâneo, onde todos estamos ávidos por coisas rápidas, a gente pode cozinhar em panela de pressão mesmo que em um instante está pronto! Além disso, a versão mais popular, da qual eu fiz uma adaptação pessoal bastante simplificada, leva menos variedades de carnes, mais baratas e defumadas. Na França, este prato é tão comum que se encontra facilmente o Cassoulet pronto, em lata, igual as nossas latas de feijoada que tem no mercado - que eu já provei e dá pra comer, em caso de urgência!

Esse prato eu conheço (e faço) há alguns anos, uns 5 talvez, e ontem enquanto almoçávamos vorazmente, meu marido comentou: "hum... ficou bem bom, acho que você nunca errou essa receita!" E é verdade: claro que tem pratos que eu faço e um dia fica ótimo, em outro nem tanto... Deve ser assim com todo mundo, suponho que até mesmo bons chefes de cozinha têm um dia melhor que o outro... Da mesma maneira que um músico pode desafinar vez ou outra, ou um ator pode atuar melhor em uma cena que na outra, e que um pintor não pinta A Obra de Arte todo dia, enfim... Se cozinhar é uma arte, não há muita possibilidade de sair sempre igualzinho, né? 

Mas vamos aos trabalhos... Porção para 4 pessoas comerem bem:
  • 250 g de feijão branco - deixar de molho de véspera
  • 3 dentes de alho picadinhos
  • 1 cebola picada
  • 200 g de bacon bem carnudo em quadradinhos
  • 200 g de carne de porco fresca - tanto faz paleta, pernil, lombo, bisteca - cortada em cubos médios
  • 1 linguiça calabresa em rodelas
  • 2 paios em rodelas
  • 300 g de costelinha de porco defumada
  • 1 tomate não muito maduro picado em cubinhos pequenos
  • 1 xícara de pimentão amarelo em cubinhos pequenos
  • tempero completo, pimenta dedo de moça, cheiro-verde, alecrim ou louro
Como dito, o feijão deve ficar de molho em água de véspera ou pelo menos umas 6 horas, colocado em água morna. Cozinhe o feijão na panela de pressão com quantidade de água que ultrapasse em dois dedos, mais ou menos, a quantidade de feijão dentro da panela (entendeu?!). Depois que pegar pressão e a panela chiar, deixe no fogo por uns 20 minutos. Em outra panela grande - esta receita rende bem - frite primeiro o bacon, que vai liberar o óleo necessário para fritar, então, o alho e a cebola. Depois coloque a carne fresca, tempere com o tempero completo e frite bem. Por último coloque os defumados que são a costelinha e as linguiças e espere dourar todas as carnes. Acrescente o tomate e o pimentão, a pimenta, o alecrim, espere os legumes murcharem e, por fim, coloque o feijão pré-cozido. Agora deixe ferver bastante, todos os ingredientes juntos, para que o feijão absorva o sabor delicioso das carninhas e engrosse o caldo, mexendo de vez em quando. Cheiro-verde por último, sempre. Servi com arroz branco e salada de folhas verdes. Ficou tão bom que meu irmão, quando comeu, passou um tempão me chamando de "Cassulenta"! :)  

quarta-feira, 14 de março de 2012

Bolo de Carne Moída

Oi gente! Tudo bem? Eu, médio... Acho que neste ano entrei num inferno astral precoce... Será possível que vou emendar quase três meses de azar e baixo astral, até meu aniversário!? Credo! Xô, sai fora, ninguém merece... Se bobear, vou ter que me render a banho de sal grosso e tals... A gota d’água foi sofrer um acidente de carro e dirigindo um carro que nem meu era... Mas bateram em mim, fazer o quê? Mas tirando o imenso transtorno – inclusive mental - que essa situação gerou, nada grave aconteceu. Enfim, blog pra frente!

Em tempos de receitas menos gorditas, fiz para o jantar esses dias um bolo de carne super nutritivo e saudável, com baixo teor de gordura. Sabe, essa receita não é exatamente nova para mim, o que mudou radicalmente foi o recheio e a praticidade em lidar com a “massa” de carne, digamos. Antes eu fazia no formato rocambole, esticando a carne em papel alumínio, recheando e enrolando delicadamente para não perder o recheio ou arrebentar, fazer buracos na massa; daí assistindo TV lá em Buenos Aires, vi alguém fazendo essa receita em uma forma de pão, aquela mais altinha e estreita. Super rápido, super fácil, super express – como dizia o jingle do programa! Vamo aê!?

Bolo de Carne 

•500 gramas de carne moída (magra ou "de primeira")
•1 pacotinho de creme de cebola
•1 ovo
•Alho e cheiro verde, se quiser.

Para fazer a base da receita, basta misturar esses 3 ingredientes, ou 4 se quiser incrementar o sabor com alho. Amasse bem e reserve. Essa mesma receita pode ser usada para fazer hambúrguer caseiro, dando formato de bolinhas e achatando. Pode até mesmo ser congelado individualmente, embalando-os em filme plástico, se preferir.

Recheio Light

•2 dentes de alho amassados
•Meia cebola picada
•Talos de brócolis picados (mais ou menos 2 xícaras)
•Meio tomate picado em cubinhos
•1 xícara de queijo minas frescal light picadinho
•Pimenta dedo de moça picada
•1 envelopinho de Sazon amarelo

Essa receita propõe aproveitamento completo do alimento: não jogo nada fora quando compro brócolis. Separe apenas os talos e folhas do brócolis para usar hoje, lave-os bem e pique em rodelinhas finas. As flores do brócolis você pode usar em salada ou refogadas no alho, inteiras, outro dia. Seguindo em frente, frite o alho em azeite, doure a cebola e refogue os talos de brócolis, temperando com o Sazon e a pimentinha. Depois que o brócolis já estiver macio, apague o fogo e misture ao tomate e ao queijo picados. 

Na forma de pão, coloque metade da carne, recheie e cubra com a carne restante. Levar ao forno quente por 40 minutos, aproximadamente. Se, por acaso soltar um pouco de água logo no início, não se apavore: aconteceu comigo, eu “drenei” um pouco (escorri mesmo, igual a gente faz com macarrão!) e voltei ao forno, secou e ficou bem bom!

Uma dica: outro dia fiz a mesma base, mas com filé de frango moído e recheio de queijo branco com cogumelos frescos refogados no alho e uma colherada de requeijão light. Delícia!

Outra dica: antes, quando eu era uma abusada sem colesterol, o recheio já foi de calabresa com queijo gordo ou cheddar e cebola, por exemplo, mas aqui em casa, no momento, não... Experimente, se puder... 

segunda-feira, 5 de março de 2012

Salmão ao Creme com Parrillada de Legumes

Oi pessoas! Tudo nos conformes? Aqui em casa continuamos a imaginar receitas que sejam realmente prazerosas de saborear e, nem por isso, pesadas. A meta é para longo prazo, não se diminui colesterol assim, da noite para o dia, da mesma forma que não foi assim, da noite para o dia, que o adquirimos. Sábado tivemos um jantar digno de grandes chefs ou restaurantes de bacana. O prato estava lindo, delicioso e saudável. Pena que comida boa não é, necessariamente, sinônimo de noite perfeita, mas isso é outra história que não cabe aqui... Lembro-me de ter feito salmão em casa uma única vez, há muito tempo, e não tinha ficado lá grande coisa, mas dessa vez, eu e minha parceira Kari, detonamos! Primeiramente, você sabe o que é uma parrillada de legumes? Eu e marido comemos em Buenos Aires, acompanhando um belo pedaço de picanha. Basicamente, Parrilla ou Parrillada é o churrasco tipicamente argentino ou uruguaio, feito num tipo de grelha diferente, mas que, no fim das contas, o resultado é um grelhado - ora, pois, não foi feito na grelha? Então... Parrillada de legumes são, na verdade, legumes grelhados. Anota aí os que nós usamos (porção para 4 pessoas):

  • 1 abobrinha
  • 1 berinjela
  • 1 cebola roxa
  • 1 pimentão amarelo
  • 1 cenoura
  • 6 unidades de aspargos frescos
  • 4 dentes de alho
Todos os legumes devem ser higienizados e bem lavadinhos, até porque não é necessário remover a casca - só da cebola, óbvio. E todos eles, menos os aspargos, devem ser cortados em fatias médias, redondinhas, nem muito grossas, nem muito finas. Já os aspargos, despreza-se uns 3 centímetros da base do talo, que é a parte oposta à da "flor", e corta-se cada um em três partes. Todos os legumes serão grelhados apenas em azeite, temperando com sal e pimenta depois de estarem no ponto, que é mais para firme, crocante, nada de legume molengão. O alho bem picadinho foi frito à parte e espalhado por cima, direto no prato.
Tínhamos também no nosso jantar chiquérrimo um vinagrete de mariscos, que foram apenas cozidos em água e sal e depois temperados com sal, limão, pimenta, adicionando a eles um tomate, uma cebola e cheiro verde bem picadinhos. Agora o salmão:
  • 1 filé de salmão de mais ou menos 1 quilo, que deve ser temperado, com 1 limão espremido, meia xícara de vinho branco seco, sal e pimenta. Embrulhar em papel alumínio e levar ao forno quente por meia hora, desembrulhar e deixar mais uns 10 minutos para dar uma reduzida no temperinho. 
Enquanto isso, prepare o molho:
  • 2 dentes de alho amassados
  • 1 colher de chá de margarina light
  • meio alho-poró cortado em rodelas finas
  • 1 vidro de champignon fatiado
  • meio sachê de requeijão culinário light - porque ninguém é de ferro!
  • 1xícara de leite desnatado
  • 1 cálice de cachaça
  • sal
Doure o alho na margarina, refogue o alho-poró, adicione o champignon fatiado. Enquanto refoga um pouco, dilua o requeijão no leite à parte, para que não fique com uma textura tão pesada. Adicione na panela com o refogado, misturando bem, e por fim, coloque a dose de cachaça (juro que não coalhou!). Acerte o sal. Monte os pratos com uma porção do vinagrete de mariscos, um pouco de cada legume grelhado, uma parte do filé de salmão coberto com o creme branco. Para finalizar o prato, foram utilizadas lascas de castanha, pimenta moída na hora e um raminho de manjericão. 
Olha... pode fazer, ficou bem bom!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Shawarma... conhece?

Olá! Tudo bem, meus caros - e raros -  leitores? Sabe, passamos por exames de rotina aqui em casa e, para minha imensa frustração, somos um casal colesterol-positivo, digamos... É, adoro cozinhar, adoro comer, mas a premissa do "aprecie com moderação" vale para tudo, tudo nessa vida... Daí a pessoa dá uma freada nas guloseimas e tenta procurar opções mais leves, menos gordas... Descobri esta receitinha no jornal local, na Folha de Londrina, e achei uma ótima opção para um lanchinho noturno. Esse sanduíche - o Shawarma - é como um "fast-food" de origem árabe e que tem diferentes denominações, dependendo do país. Por exemplo, kebab (origem turca), gyros (origem grega) e o famosérrimo churrasquinho grego no Brasil! Na verdade, são receitas similares na forma de preparo e na montagem dos sanduíches, com variações de temperos e molhos. Eu optei por fazer nossos shawarmas mistos, mas pode ser só de frango, só de boi ou até mesmo de carneiro. Olha só que delicinha:

  • 4 pães sírios (também conhecido por pão pita, é aquele bem fininho, que quando aberto ao meio se apresenta oco, tipo duas folhas) - Abrí-los delicadamente e reservar.
  • 200 gramas de alcatra
  • 200 gramas de filé de frango
  • meia cebola fatiada
Corte a carne em tiras finas e tempere com sal, pimenta (síria de preferência), cominho e ervas finas desidratadas. Aqueça uma frigideira e refogue em um fio de azeite, não deixando ressecar demais para não perder a suculência. Coloque a cebola para dourar. Prepare os complementos da salada:
  • 4 folhas de alface grande
  • 1 tomate picado em cubos
  • picles opcional (eu não gosto!)
Agora o grande diferencial do sanduíche. Com vocês, a pasta de alho:
  • 1copo de iogurte natural de consistência firme
  • 1 dente de alho amassado
  • cheiro-verde picado
  • gotinhas de limão
  • uma pitada de sal
  • azeite
Pode bater no liquidificador ou processar todos os ingredientes ou até mesmo misturar com um garfo, se preferir.

Montagem: passar o creme de alho no centro dos pães sírios abertos, colocar o alface e na sequência a carne e os demais ingredientes da saladinha. Enrolar com cuidado, como se fosse uma panqueca, cuidando para que os nutrientes não "fujam" do centro do pão. Aqueça o rolinho em uma sanduicheira ou frigideira, se quiser, mas eu preferi comer bem fresquinho e... ficou bem bom!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Pratos que comi viajando (ou viajei comendo) parte 2!

Oie! Tudo em ordem né? Hoje estou aqui para fazer um review das coisinhas mais diferentes que já pude experimentar em viagens - dessa vez internacional! Em novembro, escrevi um post semelhante, mencionando algumas  delícias que provei e lugares por onde já andei no nosso imenso Brasilzão. Como eu disse outro dia:  "gosto de apreciar, explorar, fotografar e degustar cada temperinho diferente, sabe aquela coisa de você se perguntar "uau! mas o que será que usaram aqui nesse prato?!" Isso é o feeling da coisa! É isso que ajuda a perpetuar lembranças e permite reviver histórias, na minha singela opinião..." Não vou mentir, dizendo que nunca comi um lanche de franquia, digamos, em viagens, mas isso só aconteceu em ocasiões de extrema necessidade de racionamento de tempo ou dinheiro, daí rola, mas não tem graça...
Bom, em abril de 2011, tive a honra de ser selecionada para um intercâmbio profissional pelo Rotary Club e passei um mês nos Estados Unidos, mais precisamente no estado de Illinois, visitando ainda St. Louis e Indianápolis em outras regiões. Foi um mês riquíssimo, de intensas atividades - profissionais, turísticas e até emocionais -  que nunca mais sairão da minha memória. A maior parte das cidades por onde passei eram cidadezinhas pequenas, interioranas, mas muito acolhedoras e bem estruturadas, não têm muito em comum com nossas cidades pequenas do interior do Brasil. É outra história, é outro padrão em todas as esferas... E por lá provei maravilhas... Dá uma olhada!

Acredite: isso é um hamburguer! Mas um Senhor hamburguer!! Do tipo caseiro, bem nutrido, "abençoado" com um punhado de queijo cheddar, servido aberto, no prato e ainda com todo o charme da estruturazinha de metal especialmente desenvolvida para servir a clássica bata-frita sequinha, que geralmente acompanha esse tipo de prato... Não sou daquelas que amam, idolatram um lanche, como meu marido Jayme, mas sei reconhecer quando a coisa é diferente e merece um elogio! Infelizmente, não me lembro do nome do restaurante para deixar o link.
Fiquei hospedada na casa da inesquecível Connie... Acho que poucas vezes me senti tão íntima e próxima de alguém em tão pouco tempo de convivência... Essa mulher maravilhosa me acolheu carinhosamente, me "emprestava seu cachorro" nos momentos de carência e ainda me servia banquetes de rainha! Com ela conheci essa iguaria, o "king krebs" ou pata de caranguejo gigante, servida simplesmente com um molhozinho de azeite com limão e aspargos frescos. E ponto. Outro jantar incrível da Connie  foi um risotto de fungi servido com filé mignon e aspargos, além do macarrão com camarão que me inspirou para que eu começasse a fazer os meus por aqui também. Simplesmente inesquecível como host, como chef e como pessoa mesmo. Amo.



Danville
A cada mudança de cidade, mudava também a host family, cada qual com características ímpares e, de novo, fase de aproximação, adaptação, e despedida... O almoço de Páscoa da Nanette, minha outra "mãe", estava realmente bacana... Olha esse prato com um presuntinho (tipo nosso tender), servido com um souflê de batatas, um refogadinho de espinafre e aspargos, que se come por lá com frequência. As refeições quase sempre têm pão para acompanhar também. Mas confesso que senti saudades do bacalhau da mamãe na sexta-feira santa!
                                                                         
                                                                                                                            Effingham

Esse pratinho mais simpático e bem montado era composto por uma carne muito suculenta, salada de folhas e uma porção de massa (conchiglione) naquele potinho com formato de cadeira de design ali. Linda apresentação, super gostoso. O restaurante era um charme à parte, situado numa cidadezinha de menos de vinte mil habitantes, quem o conduzia era um cheff bem conceituado recém-chegado de Chicago e tal... Chamava-se Firefly Grill, entra aí no link para ver que marravilha!


Mattoon
Pelo que eu me lembro, devo ter jantado em restaurantes Mexicanos umas quatro vezes, quase que em toda cidade por onde eu passava. Acho que meus amigos americanos, quando queriam me agradar ou fazer uma correlação com a nossa cultura, me levavam em um mexicano: cachaça - tequila, arroz e feijão - que não são hábitos alimentares americanos, as coisas multicoloridas e até mesmo o idioma - muitos achavam que todo mundo aqui fala espanhol. Repare na foto o tamanho do prato, coloquei minha mão ao lado para fazer escala comparativa, enfim, muita comida boa e picante (ou quente!). Era o Don Sol Mexican Grill...

                                                                                                                Bloomington

Um dos pratos mais interessantes que já provei na vida, eu acho, esse filé de frango ao molho de aceto balsâmico com cogumelos e legumes grelhados estava muito saboroso, daquele tipo que você não come, simplesmente, degusta! Hum... Biaggis Italian Restaurant, seu lindo... Eu se fosse você dava uma olhadinha neste site também, cada coisinha mais apetitosa... E o desfecho desse meu post é com uma última foto, deste mesmo jantar, finalizando com uma modesta sobremesa: pudim de pão com chocolate branco... Tudo de bom, gente! ;)